As expectativas de Natal | Voltemos Ao Evangelho

Querida irmã, neste instante convido você a fazer uma pausa, a deixar de lado as correrias do final de ano e a refletir sobre a posição que ocupa não apenas no espaço físico, mas também no espaço do seu próprio coração. Enquanto você lê estas palavras, você pode estar confortavelmente assentada no sofá, ou envolvida pelas demandas do trabalho ou talvez imersa na agitação de compras natalinas, segurando sacolas e celulares.

Não importa o que esteja fazendo, você precisou posicionar o seu corpo no espaço para desempenhar uma atividade. A postura não é apenas uma questão de aparência física, mas está profundamente ligada à nossa saúde, comunicação e interações sociais.

Ao sentar-se de forma adequada no ambiente profissional, cultivar uma postura aberta em relacionamentos ou mesmo manter uma posição ergonômica enquanto espera em uma fila, estamos, de fato, moldando a nossa abordagem perante as situações. A postura, nesse contexto, torna-se uma linguagem não verbal que influencia a forma como enfrentamos desafios e nos conectamos com os outros. 

Não importa onde você esteja agora, seja em meio às responsabilidades do dia a dia ou imersa nas expectativas natalinas, há um convite para avaliar não apenas a posição do seu corpo, mas a direção do seu coração. Provérbios 4.23 diz que do nosso coração procedem as fontes das nossas vidas e por isso devemos guardá-lo sobre todas as coisas. Portanto, a postura dos nossos corações influencia o modo como vivemos e como percorremos a nossa jornada cristã. 

Expectativas x ser expectante 

Nessa época de Natal a nossa tendência é de estarmos cheias de tarefas e ansiosas. É um entra e sai em shoppings, é uma lista de supermercado que não tem fim, presentinho para fulano, para ciclano, não pode esquecer dos professores, dos vizinhos… Ah!! Vai receber todos os parentes na sua casa para o Natal? Mais um checklist sobre pratos, talheres e arrumação. 

Mateus 6.21 diz, “Pois, onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.”. 

Mesmo que a nossa intenção seja boa como a celebração de uma festa, reunir toda a família ou dar presentes, a nossa motivação pode estar no lugar errado, isto é, o nosso coração pode estar no tesouro errado. E uma motivação no lugar errado acaba gerando frustração e ansiedade. 

Se o que o seu coração mais anseia nessa época do ano é por festa, compras, dar e ganhar presentes, ganhar elogios, esbanjar toda a prataria decorada de Natal para que a sogra e a cunhada fiquem babando… Você pode acabar muito frustrada com as suas expectativas e, o que era para ser uma celebração cheia de alegria pode acabar em tristeza.

Expectativa é quando colocamos a esperança de que coisas ou acontecimentos irão ocorrer do jeitinho que a gente planejou ou desejou. É como se escrevêssemos um script em nossas mentes e quiséssemos, na nossa “fake soberania”, que tudo saísse conforme planejamos. Todas nós já estivemos nesse lugar em que estivemos cheias de expectativas: ganhar um presente desejado, passar em uma prova, uma viagem dos sonhos ou um jantar especial.

Muitas das vezes, nossas expectativas acabaram em frustração. O presente não foi o esperado, a prova foi mais difícil do que se imaginava, a viagem foi cancelada e o jantar nunca aconteceu. Nós não podemos controlar as circunstâncias ao nosso redor e por isso estamos susceptíveis a decepções. E a decepção vem porque colocamos esperança em coisas ou em pessoas e elas nunca irão nos completar ou nos satisfazer.

Mas existe uma forma de amenizarmos ou até mesmo anularmos essas frustrações geradas pelas expectativas erradas. E o antídoto para isso é nos posicionarmos como expectantes, como aquelas que geram dentro de si uma espera baseada em algo sólido, algo que é seguro, que é certo. Ao invés de sermos conduzidas por expectativas passageiras, somos chamadas a confiar na estabilidade de Cristo. 

Deus é o nosso lugar seguro. Deus é verdadeiro (Tito 1.2), ele não muda (Tiago 1.17), é eterno (Isaías 40.28-31), é justo (Daniel 9.14), é fiel (1João 1.9), não nos decepciona (Salmo 25.3), não nos abandona (Deuteronômio 31.8) e é verdadeiro (João. 14.6). E é justamente por ele ser verdadeiro e cumprir com as suas promessas, é que celebramos o Natal. Deus prometeu que enviaria o Salvador e que ele levaria os pecados do seu povo. A celebração do Natal é sobre o cumprimento dessa verdade, onde Deus enviou seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna (João 3.16). E esse é o maior motivo da alegria daquele que crê. Esse é o lugar seguro para depositarmos a nossa esperança.

Quando deixamos de gerar expectativas e passamos a ser aquelas que esperam com segurança na Palavra do Senhor, nossos corações se posicionam com confiança em Jesus. E confiar em Cristo implica que entregamos em suas mãos, tudo aquilo que não somos capazes de resolver sozinhas – o que no final das contas inclui tudo o que fazemos e somos.

Por isso, nessa linda estação de Natal, que os nossos corações não sejam motivamos pelo consumismo, pela avareza, pela inveja ou ainda pela glutonaria. Que as vozes do mundo não sejam aquelas que moldam as nossas identidades. Que a Palavra de Deus realinhe quem de fato somos e o nosso propósito na jornada cristã. Jesus é o maior presente que eu e você podemos ter, não apenas no Natal, mas em toda a nossa vida. 

Se alegre, pois, um menino nos nasceu, um filho se nos deu. O governo está sobre os seus ombros, e o seu nome será: “Maravilhoso Conselheiro”, “Deus Forte”, “Pai da Eternidade”, “Príncipe da Paz”. Ele estenderá o seu governo, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e para o firmar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto. (Is 9.6-7)

Que possamos escolher a boa parte, ansiando pelo eterno, pelo imutável e pela presença constante de Deus. Boas festas, boa celebração do Nascimento do seu Salvador!

 


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Fonte: https://voltemosaoevangelho.com/blog/2023/12/as-expectativas-de-natal/

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