Propósito | Mulher com propósito

Quem você é? Você pode afirmar que tem sido quem deveria ser? Qual o seu propósito?

Consegue pensar em alguma conquista, uma autorrealização, e o quanto você se empenhou para conquistá-la? Imagino que, depois de um tempo, aquela satisfação enorme foi “esfriando”, não te preenchendo mais. Pode até ter te levado a uma crise existencial; sabe por quê? Quando nosso propósito não é realizado, definhamos. 

Afinal, o que é propósito? Do latim proposĭtum é a intenção de fazer ou deixar de fazer algo. É o sentido que dá à sua vida.  

Vamos relembrar qual o propósito de Deus para nós. Esse propósito é anterior à nossa concepção, e não pudemos interferir em nada. Podemos fazer escolhas: carreira, cônjuge, mas não podemos escolher, nem opinar sobre o propósito de Deus.

E para qual propósito fomos criadas? Fomos planejadas com um motivo: Criadas por Deus, para ele. DE propósito PARA um propósito (Rm 11.36).

Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! – Romanos 11.36

Em Gênesis 1.1 lemos que Deus criou todas as coisas, desde o princípio, e no v.17 relata que ele também criou o homem e a mulher; ambos criados por ele à imagem dele. Ele criou; logo, ele mesmo diz o porquê e para que criou. Sabei que o Senhor é Deus; foi ele quem nos fez e dele somos […] (Sl 100.3).

Em Colossenses 1.15-20, lemos sobre a Criação e propósito de Deus. Ele nos criou para ele e ele nos sustenta plenamente. Além de doador da vida, ele é o sustentador da vida.

Propósito – Viver para a glória de Deus

Falamos tanto em viver para a glória de Deus; mas o que isso significa?

É uma maneira de viver de tal forma que honre a Deus e mostre ao mundo quem e como ele é. 

Em Mateus 5.16 Jesus reforça que fomos criadas para refletirmos a Sua luz – e não brilharmos por nós mesmas.

Já se perguntou por que você faz o que faz? Onde você faz? Se você se diz cristã, você carrega a imagem dele. Independente de sua função, seu papel na vida hoje, isso deve refletir Cristo aos outros. Minimizamos nossos papéis temporários, e facilmente nos esquecemos que esses papéis específicos (complete aqui com o seu, hoje) também foram dados pelo Senhor para que nos tornemos mais parecidas com o nosso Criador, revelando Cristo a um mundo que nos observa. Ele tem um propósito para você. 

Nossos papéis e funções na vida podem mudar de tempos em tempos – e eles mudam –; entretanto, se a sua visão do propósito para o qual Deus te criou estiver bem definida, você sempre terá a segurança de que o propósito dele não muda.

Somos feitas de propósito para nos tornarmos mais parecidas com Jesus. 

Jen Oshman, em seu livro Que eu diminua, escreveu isso exemplificando que devemos agir de forma que, quando nos observam, não tenham dúvida de que somos “a cara do Pai” – temos todas as características dele. Você é assim? Reflete, espelha o Deus invisível?

Em Gênesis 3 vemos que com a queda o pecado entrou no mundo; porém isso não mudou quem nós somos; muda como nós estamos; portanto, é possível que voltemos a exercer o propósito para o qual fomos criadas para ser. Os pecados nos distraem daquilo que fomos criadas para ser. Mas, a promessa se cumpriu! Jesus veio ao mundo e com o seu sacrifício, a redenção construiu uma ponte de volta ao que Deus pretendia; e um dia, estaremos na presença do Senhor, podendo participar da plena restauração, da glorificação. Deus não é apenas nosso Criador; ele também é nosso Redentor. Cristo veio e morreu pelos nossos pecados. Por isso, podemos viver essa vida abundante para o propósito para o qual fomos chamadas. 

Somos dependentes do Senhor porque fomos compradas pelo sangue do seu Filho Jesus; pertencemos a ele, e ele está fazendo algo em cada uma de nós e através de nós. Nossa vida pertence a ele e não a nós mesmas.

Propósito – Minha vida foi feita pelo Criador para o Criador 

Essa afirmação parece tão clara; porém, de forma sutil, a cultura vem trazendo uma proposta de que devemos viver para nossa própria glória. 

Devemos ter cuidado para que nossa fé não seja centrada no EU, em vez de ser centrada em DEUS. De forma sutil, alimentamos isso na nossa mente, quando pensamos, por exemplo: De que maneira Deus pode me servir? Essa é uma deturpação da verdade! O verdadeiro Evangelho deve mudar a pergunta para: De que maneira eu posso servir a Deus?

Uma vez relembrado o propósito para o qual Deus me criou para ser, o meu propósito deve ser crescer em semelhança ao caráter de Jesus Cristo. 

Na prática, de que maneira isso é possível? 

Buscando a santidade; aperfeiçoando-me, exercitando-me na direção correta – aos pés da cruz-, não pelos meus esforços, mas pela justiça e pelo poder de Cristo. 

Jesus veio para nos dar uma vida abundante, plena. (Jo 10.10)

Assim como imagino que é para você, também acho desafiador, pensar que “não sou eu” a protagonista da história; as coisas não dependem de mim; devo pensar no outro antes de pensar em mim. Até nos meus pedidos de oração, a tendência é orar para que EU seja curada, pedir coisas que EU preciso, quando, na verdade, Jesus ensinou que precisamos olhar “para fora”, para o outro. 

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” – Mateus 22.37-39

A máxima do cristianismo não é a autoestima, mas é a autonegação (não é baixa estima nem autocomiseração). É voluntariamente saber que, mesmo que você tenha “direito”, “abre” mão para beneficiar o outro. Isso que Jesus fez por nós! Dizemos que somos cristãs, não é mesmo? Ser como Cristo é viver exatamente isso: reproduzir o que Ele fez.

Jesus disse em Lucas 9.23-26 que “se alguém quer vir após mim, tome sua cruz e siga-me”; e em Mt 16.25 “Quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á”. 

Ele sabia o que estava falando! Nosso desejo natural nos afasta dele porque nós somos egoísta.s

Exercício

Em 1Tm 4.7 Paulo usa o verbo no Imperativo: “Exercita-te na piedade”. O exercício é necessário, pois não nos tornamos piedosas imediatamente após confessarmos Cristo como nosso Salvador. A piedade é uma atitude pessoal diária para com Deus, que resulta em ações que o agradam.

Segundo Jerry Bridges, em seu livro Exercita-te na piedade, desenvolver uma vida piedosa envolve temer, amar e desejar Deus. Esses verbos em ação resultam em mudança de caráter.

Nosso coração deve ser treinado, num exercício contínuo, para que, uma vez que nossas raízes estejam bem firmadas em Cristo (Cl 2.6-8), possamos dar bons frutos, que serão manifestados não apenas como “bom comportamento”, ou perfeita moralidade; mas, salvas pela graça, somos capacitadas a viver o Evangelho.

Esse exercício contínuo é possível, não pelo nosso próprio esforço, mas pela ação do Espírito Santo, que nos ajuda a renovar nossa mente (Rm 12.2), reconhecendo que precisamos do Senhor (Jo 15.5). 

Estamos no processo, caminhando para ser aquilo que Deus nos criou para ser.

David Mathis, em seu livro Hábitos Espirituais, enfatiza a importância da oração, leitura da Palavra e comunhão com os irmãos, como disciplinas que evidenciam o caráter piedoso. Dessa forma, o Fruto do Espírito (Gl 5.22-23) – amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, mansidão, domínio próprio –  é manifesto.

Peça ao Senhor que revele em que áreas você precisa ser transformada. Esse é o propósito de Deus para a mulher.

Precisamos viver a verdade, cumprindo o propósito para o qual fomos criadas: de propósito, para um propósito: refletir a glória de Deus.  

“TU, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti.” – Isaías 26.3

Extraído do site…

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