Salmo 32: A Misericórdia que nos assiste

         4) Deus nos aconselha

 

As Escrituras demonstram que a graça de Deus também se manifesta no seu conselho. Davi tem a Deus como o seu conselheiro, aquele que o instrui constantemente, conforme promete:[1]“Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho (yâ‛ats) [2] (Sl 32.8).

 

            Deus nos acompanha sempre.  Ele não nos deixa sozinhos, antes, aponta o caminho, nos estimula, consola e corrige o nosso caminhar. Estamos sob à sua vista, ou seja, sob o seu cuidado provedor.

 

A questão nossa é: Em quem buscamos os nossos conselhos? A escolha de nosso conselheiro revela, muitas vezes, o tipo de conselho que queremos ter.

 

Podemos não querer buscar conselho com os nossos pais porque cremos saber o que eles nos dirão e, pensamos que o que vamos ouvir é justamente o que não queremos fazer. Podemos, do mesmo modo, não buscar orientação nas Escrituras porque pensamos saber o que elas nos dirão e, sinceramente, não estamos interessados no que nos será proposto.

 

As Escrituras nos mostram alguns homens e nações que souberam se valer de bons conselhos e outros não:

 

  1. Considerando a multidão de pessoas que procuravam a Moisés diariamente para se aconselhar, demandando isso muito tempo e cansaço, Moisés soube atentar para o conselho de seu sogro Jetro quanto à divisão do trabalho no sentido de administrar e governar o povo. O seu sogro lhe diz:     “Ouve, pois, as minhas palavras; eu te aconselharei (yâ‛ats), e Deus seja contigo; representa o povo perante Deus, leva as suas causas a Deus” (Ex 18.19).

 

  1. Absalão num primeiro momento foi sábio se aproximando de Aitofel, conselheiro de Davi (2Sm 15.12/31; 16.23).[3]

 

  1. Posteriormente, Absalão erradamente não ouviu o conselho de Aitofel, e sim o de Husai, que na realidade era amigo de Davi, desfazendo assim um plano que possivelmente seria arrasador contra Davi (2Sm 17.7,11,15, 21).[4]

 

  1. Quando Adonias planeja herdar de Davi o trono, tomando o lugar do sucessor legítimo – Salomão –, o profeta Natã aconselha a Bate-Seba. Este seu conselho garantiu o trono a Salomão (1Rs 1.12).[5]

 

  1. Roboão preferiu seguir o conselho dos jovens[6] do que dos anciãos, gerando a divisão do Reino de Israel (1Rs 12.6,8,9,13; 2Cr 10.6,8,9).

 

  1. Jeroboão, que com a divisão das tribos, reinou sobre o Reino do Norte, para que o povo não fosse mais a Jerusalém, se aconselhou e resolveu criar dois bezerros de ouro para que o povo os adorasse em Betel e em Dã (1Rs 12.28-29).[7]

 

  1. Quando Davi pensa em trazer para Jerusalém a arca da aliança, aconselha-se antes com seus capitães, príncipes e com o povo em geral (1Cr 13.1-4).[8]

 

  1. O rei Acazias teve um curto (1 ano) e péssimo reinado porque seguiu as orientações de sua mãe, Atalia, “quem o aconselhava (yâ‛ats) a proceder iniquamente” e também seguiu as instruções dos conselheiros da casa de Acabe (2Cr 22.3-4).

 

  1. Salomão, o homem mais sábio de todos, instrui-nos quanto à importância de sabermos nos valer dos bons conselhos e conselheiros: “Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros (yâ‛ats) há segurança” (Pv 11.14).

 

A sabedoria consiste em saber nos valer dos bons conselhos:

 

Da soberba só resulta a contenda, mas com os que se aconselham (yâ‛ats) se acha a sabedoria. (Pv 13.10).

Onde não há conselho fracassam os projetos, mas com os muitos conselheiros (yâ‛ats) há bom êxito. (Pv 15.22). (Ver também: Pv 24.6).

 

  1. Mesmo os ímpios maquinando intrigas contra os necessitados, a pureza do conselho nobre perseverará: “Também as armas do fraudulento são más; ele maquina intrigas (yâ‛ats) para arruinar os desvalidos, com palavras falsas, ainda quando a causa do pobre é justa. Mas o nobre projeta (yâ‛ats) coisas nobres e na sua nobreza perseverará” (Is 32.7-8).

 

  1. Salomão também nos fala da alegria do coração daqueles que aconselham à paz: “Há fraude no coração (lêb) dos que maquinam mal, mas alegria têm os que aconselham (yâ‛ats) a paz” (Pv 12.20).

Aprendemos nas Escrituras que a fonte do conhecimento e da sabedoria está em Deus, quem não precisa de conselho:

 

Com quem tomou ele conselho (yâ‛ats), para que lhe desse compreensão (!yBi) (biyn)? Quem o instruiu (lâmad) na vereda do juízo, e lhe ensinou (lâmad) sabedoria (da‛ath), e lhe mostrou o caminho de entendimento (tebunah) (= discernimento, inteligência, habilidade)? (Is 40.14).

 

 

Jó declara extasiado a sabedoria de Deus nos seus conselhos: “Como sabes aconselhar (yâ‛ats) ao que não tem sabedoria e revelar plenitude de verdadeiro conhecimento!” (Jó 26.3).

 

O nosso maravilhoso conselheiro é o próprio Senhor que nos fala por meio de sua Palavra. A profecia a respeito de Jesus Cristo nos diz: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro (yâ‛ats), Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6).

 

Portanto, sejam quais forem os nossos problemas, dúvidas e inseguranças, exponhamos a Deus em oração, peçamos a sua direção. Meditemos em sua Palavra e fiquemos atentos às circunstâncias as avaliando à luz da Palavra. Deus, sem dúvida, nos instruirá.

 

Este é o grande desafio para todo cristão: No meio de nossas dificuldades, angustiados com nossos problemas, dominados por preocupações diversas… Atentar para a glória de Deus; buscar o Reino de Deus e a sua justiça, tendo a certeza de que, quando conseguimos extrapolar os nossos problemas cotidianos, e nos voltamos para Deus, estas coisas, as demais coisas necessárias à nossa existência, nos serão acrescentadas. (Mt 6.33).

 

            Referindo-se ao homem bem-aventurado, o salmista diz:  “Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite” (Sl 1.2).

 

A “Lei do Senhor” refere-se  a toda Escritura (contextualmente, a todo o Antigo Testamento), não simplesmente à Lei de Moisés.[9] Em outro lugar o salmista diz: “Com efeito, os teus testemunhos (`edah) (= prescrições)  são o meu prazer (thaphets), são os meus conselheiros  (‘etsah) (Sl 119.24).

 

Noé é descrito como um homem que tinha esta característica essencial: “Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro (tamiym) entre os seus contemporâneos; Noé andava (halak) com Deus” (Gn 6.9).

 

O texto diz que Noé andava com Deus; tinha profunda comunhão com o Senhor. A integridade se revela em nosso caminhar (Sl 26.1-3,11),[10] a quem seguimos, quais conselhos são por nós adotados.

 

O ímpio, diferentemente anda conforme o conselho de seus pares (Sl 1.1)[11] e trazem convites e estímulos perniciosos:

 

10Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas. 11Se disserem: Vem (yalak) conosco, embosquemo-nos para derramar sangue, espreitemos, ainda que sem motivo, os inocentes; (…) 15 Filho meu, não te ponhas a caminho (halak) com eles; guarda das suas veredas os pés;  16 porque os seus pés correm para o mal e se apressam a derramar sangue. (Pv 1.10,11,15,16).

 

Enquanto o homem sem discernimento busca conselho nos ímpios, culminando por assentar-se na companhia dos escarnecedores – possivelmente para convalidar seus interesses e inclinações –, o homem bem-aventurado busca conselho nos mandamentos de Deus (Sl 119.24).

 

Como destacamos, a escolha do conselheiro revela, de certa forma, o tipo de conselho que desejo. O salmista se aprazia no conselho de Deus. Por isso o seu compromisso:  “Meditarei nos teus preceitos, e às tuas veredas terei respeito” (Sl 119.15); ele está como que a dizer: “Apesar de todos os infortúnios e cruel injustiça dos homens, eu encontro prazer em meditar na tua Palavra, tendo em teus conselhos a minha recompensa”.

 

O salmista exulta considerando o cuidado e a instrução contínua do Senhor: “Bendigo o SENHOR, que me aconselha (yâ‛ats);[12] pois até durante a noite o meu coração me ensina (yasar) (= instruir, corrigir) (Sl 16.7).

 

Davi bendiz a Deus considerando que Ele sempre está próximo de nós, nos mantendo sob seus olhos, nos aconselhando. Os deuses pagãos, por sua vez, criados pela imaginação pecaminosa humana, são inertes e inermes.

 

O nosso Deus é Rei e Pastor. Ele age e fala como lhe apraz, nos conduzindo em segurança:

 

2Por que diriam as nações: Onde está o Deus deles? 3No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.  4 Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens.  5 Têm boca e não falam; têm olhos e não veem;  6 têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram.  7 Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta.  8 Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam.  9 Israel confia no SENHOR; ele é o seu amparo e o seu escudo. (Sl 115.2-9).

 

A nossa santificação está diretamente ligada à esta observação, ou seja, à prática dos mandamentos de Deus. Gostaria de convidar os irmãos a interromperem esta leitura e a meditarem um pouco, silenciosamente, sobre os seus problemas mais imediatos, ou sobre aqueles que os têm incomodado mais, e a pensarem nas soluções que têm sido buscadas, confrontando-as com a Palavra de Deus.

 

Orar, “seja feita  a Tua vontade”, equivale a dizer: “Senhor, aconselha-me e capacita-me a entender e a seguir prazerosamente os teus conselhos, porque sei que a tua vontade é a melhor, porque procede de ti mesmo, o Deus soberano, santo, justo, sábio e bondoso.” Amém.

 

Obediência: relação de proximidade e intimidade

 

O objetivo de toda a instrução de Deus é para que lhe sejamos obedientes. A obediência, contudo, deve ser vista não como algo que seja essencialmente bom para Deus, como se Ele precisasse dela, antes, é para o nosso bem.

 

            Deus exorta por meio do salmista: “Não sejais como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem (qârab) (Sl 32.9).

 

A ideia aqui de obedecer é a de estar próximo; ter uma relação de proximidade e intimidade.[13] Deus deseja que o obedeçamos com inteligência, tendo a percepção correta de que os seus mandamentos se constituem no melhor que há para a nossa vida.  Conforme já citamos, “a fé, quando é conduzida à obediência a Deus, mantém nossas mentes fixas em sua palavra”, instrui-nos Calvino.[14]

 

A Palavra de Deus se torna fundamental para a nossa santificação, aconselhando-nos. O conselho de Deus nunca está restrito às circunstâncias e à nossa ótica, tantas vezes dominada pelas paixões. Ele sabe o que não sabemos, vê o que não vemos. Nos conhece melhor do que nós mesmos. Ama-nos mais do que nós mesmos nos amamos.

 

O seu conselho objetiva sempre o melhor. O melhor que Deus tem é o absolutamente melhor do que tudo: Deus almeja a sua glória, por meio da qual nós nos realizamos como seu povo. Um dos grandes aspectos da graça é descobrirmos a nossa satisfação na glória de Deus. “Um dos maiores benefícios para um crente neste mundo e no porvir é considerar a glória de Cristo”, advoga Owen (1616-1683).[15]

 

Este é o grande desafio para todo cristão: No meio de nossas dificuldades, angustiados com nossos problemas, dominados por preocupações diversas, atentar para a glória de Deus; buscar o Reino de Deus e a sua justiça, tendo a certeza de que, quando conseguimos extrapolar os nossos problemas cotidianos, e nos voltamos para Deus, estas coisas, as demais coisas, todas elas nos serão acrescentadas (Mt 6.33).

 

O Salmista, no Salmo 119, retrata a sua situação de acusado pelos “príncipes”, sendo olhado com desprezo, e com um estigma de condenado; todavia, ele atentava para os testemunhos de Deus: A sua Palavra, com os seus preceitos eternos: “Assentaram-se príncipes e falaram contra mim, mas o teu servo considerou nos teus decretos. Com efeito, os teus testemunhos são o meu prazer, são os meus conselheiros” (Sl 119.23-24).

 

Meus irmãos, precisamos aprender a nos aconselhar com Deus. Isto significa aprender a enxergar os nossos problemas pela ótica da Palavra de Deus; e isto não equivale a buscar a aprovação para as nossas atitudes, desejando apenas o aval de Deus para os nossos desejos; mas, sim, aprender de Deus a Sua vontade; buscar em Deus as diretrizes para a nossa ação e resposta.

 

Tantas vezes estamos procurando as nossas soluções, seguindo as respostas e sugestões mundanas, nos esquecendo que Deus nos dá, por meio  da sua Palavra, a resposta para todas as nossas dúvidas, incertezas e angústias.

 

A vontade de Deus é mais relevante do que os “esquemas” e “complôs” humanos. A Palavra de Deus, quando meditada e praticada, ganha de fato relevo para nós. O que acontece é que muitas vezes nem sequer consideramos o caminho de Deus; não nos detemos nele, parece-nos irrelevante, sem sentido, nada tendo a nos dizer em nosso contexto.  Preferimos, assim,  “andar no conselho dos ímpios”, visto que este nos parece mais salutar e eficiente. Assim, num passo subsequente, nos detemos e nos assentamos na roda dos escarnecedores, indicando que ali nos sentimos à vontade; é a nossa casa (Sl 1.1); ignoramos que o fim disto é a destruição. (Sl 1.4-6).

 

Packer (1926-2020), escreveu com discernimento:

 

O Espírito nos guia ajudando-nos a entender as diretrizes bíblicas, dentro das quais devemos nos manter, as metas bíblicas que devemos mirar e os modelos bíblicos que devemos imitar, bem como os maus exemplos que devemos tomar por advertência.

Ele nos guia por meio da oração e do conselho dos outros, dando-nos sabedoria para melhor seguirmos os ensinamentos bíblicos.[16]


 

[1]“Davi não só atribui a Deus o princípio da fé, mas também reconhece que ele está constantemente fazendo progresso sob sua instrução; e deveras é necessário que Deus, durante todo o curso de nossa vida, continue a corrigir a vaidade de nossas mentes, acendendo a luz da fé numa chama mui resplandecente, e por todos os meios elevar-nos o mais alto possível na obtenção da sabedoria espiritual” (João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v. 1, (Sl 16.7), p. 316).

[2] A palavra pode ter também o sentido de determinação, desígnio de Deus o qual não pode ser frustrado (Is 14.24-27; 19.17; 23.8,9).

[3]12 Também Absalão mandou vir Aitofel, o gilonita, do conselho de Davi, da sua cidade de Gilo; enquanto ele oferecia os seus sacrifícios, tornou-se poderosa a conspirata, e crescia em número o povo que tomava o partido de Absalão.(…) 31 Então, fizeram saber a Davi, dizendo: Aitofel está entre os que conspiram com Absalão. Pelo que disse Davi: Ó SENHOR, peço-te que transtornes em loucura o conselho de Aitofel” (2Sm 15.12,31). “O conselho que Aitofel dava, naqueles dias, era como resposta de Deus a uma consulta; tal era o conselho de Aitofel, tanto para Davi como para Absalão” (2Sm 16.23).

[4]7 Então, disse Husai a Absalão: O conselho (yâ‛ats) que deu Aitofel desta vez não é bom. (…) 11 Eu, porém, aconselho (yâ‛ats) que a toda pressa se reúna a ti todo o Israel, desde Dã até Berseba, em multidão como a areia do mar; e que tu em pessoa vás no meio deles. (…) 15 Disse Husai a Zadoque e a Abiatar, sacerdotes: Assim e assim aconselhou (yâ‛ats) Aitofel a Absalão e aos anciãos de Israel; porém assim e assim aconselhei (yâ‛ats) eu. (…) 21 Mal se retiraram, saíram logo os dois do poço, e foram dar aviso a Davi, e lhe disseram: Levantai-vos e passai depressa as águas, porque assim e assim aconselhou (yâ‛ats) Aitofel contra vós outros” (2Sm 17.7,11,15, 21).

[5]“Vem, pois, e permite que eu te dê um conselho (hc'[e)(etsah) (caminho, desígnio), para que salves a tua vida e a de Salomão, teu filho” (1Rs 1.12).

[6] Na realidade nem Roboão nem seus amigos eram tão jovens. Estavam na faixa dos 40 anos (1Rs 14.21; 2Cr 12.13).

[7]28 Pelo que o rei, tendo tomado conselhos (yâ‛ats), fez dois bezerros de ouro; e disse ao povo: Basta de subirdes a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito! 29 Pôs um em Betel e o outro, em Dã. 30 E isso se tornou em pecado, pois que o povo ia até Dã, cada um para adorar o bezerro” (1Rs 12.28-30).

[8]Consultou (yâ‛ats) Davi os capitães de mil, e os de cem, e todos os príncipes; 2 e disse a toda a congregação de Israel: Se bem vos parece, e se vem isso do SENHOR, nosso Deus, enviemos depressa mensageiros a todos os nossos outros irmãos em todas as terras de Israel, e aos sacerdotes, e aos levitas com eles nas cidades e nos seus arredores, para que se reúnam conosco; 3 tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus; porque nos dias de Saul não nos valemos dela. 4 Então, toda a congregação concordou em que assim se fizesse; porque isso pareceu justo aos olhos de todo o povo” (1Cr 13.1-4).

[9] Entre outros, vejam-se: Willem A. VanGemeren, Psalms. In: Frank E. Gaebelein, ed. ger., The Expositor’s Bible Commentary, Grand Rapids, Michigan: Zondervan, 1991, v.  5, (Sl 1), p. 54-55; John Stott, Salmos Favoritos, São Paulo: Abba Press, 1997, p. 8. Compare com Bruce K. Waltke; James M. Houston; Erica Moore, The Psalms as Christian Worship: A Historical Commentary,  Grand Rapids, MI.: Eerdmans, 2010, (Sl 1.2), p. 136 e  Mark D. Futato, Interpretação dos Salmos, São Paulo: Cultura Cristã, 2011, p. 48-50.

[10]“….Faze-me justiça, SENHOR, pois tenho andado (halak) na minha integridade e confio no SENHOR, sem vacilar. 2Examina-me, SENHOR, e prova-me; sonda-me o coração e os pensamentos. 3 Pois a tua benignidade, tenho-a perante os olhos e tenho andado (halak) na tua verdade (…)11Quanto a mim, porém, ando (yalak) na minha integridade; livra-me e tem compaixão de mim” (Sl 26.1-3,11).

[11]Bem-aventurado o homem que não anda (halak) no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Sl 1.1).

[12] A palavra pode ter também o sentido de determinação, desígnio de Deus o qual não pode ser frustrado (Is 14.24-27; 19.17; 23.8,9).

[13] Ver: Leonard J. Coppes, qãrab: In: R. Laird Harris, et. al., eds. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, São Paulo: Vida Nova, 1998, p. 1367.

[14]João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Parakletos, 1999, v. 2, (Sl 38.10), p. 184.

[15]John Owen, A Glória de Cristo, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1989, p. 13.

[16]J.I. Packer,  O Plano de Deus para Você, 2. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus,  2005, p. 116.

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