Por que o Natal é importante para nós?

Estamos muito próximos do Natal hoje, e por isso eu já posso dizer a todos os nossos ouvintes – Feliz Natal a todos! Obrigado por estar conosco neste episódio especial de Natal!

Pastor John, uma vez eu compartilhei um video de você pregando no Natal de 1981 – há mais quarenta anos atrás, onde você estava com apenas 35 anos de idade. O vídeo é mais velho do que você era quando o pregou! É incrível ouvir sua voz como um jovem pastor.

Mas agora estamos aqui em tempo real no estúdio. Você já tem quase 80 anos agora e o Natal é daqui a alguns dias. Durante muitos Natais, você tem pensado nas implicações da vinda de Cristo. Nas últimas semanas, sei que você tem pensado muito no Natal deste ano em particular. Diga-nos o porquê. E o que você está pensando nesta véspera de Natal?

 

Soube em outubro que pregaria na minha própria igreja Bethlehem  – no domingo antes do Natal. Desde aquela época em outubro até agora, a maravilha do Natal que tomou conta de mim de uma forma nova e poderosa é a surpreendente realidade de que o Criador pessoal, infinito, eterno e santo do universo enviou seu Filho para este minúsculo grão de habitação humana chamada Terra para ser condenado à morte em meu lugar.

Às vezes só temos que fazer o que o Salmo 46.10 diz: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.”. Em outras palavras, temos que apenas fazer uma pausa e deixar que a surpreendente realidade se aprofundar em nossos corações. A véspera de Natal é um momento muito bom, eu acho, para fazer isso.

Então, qual é a realidade que precisamos deixar se aprofundar em nossos corações hoje? Realidade como esta: realidade antes, acima e fora de toda a realidade criada, realidade fora de todo o escopo do universo, com seus incontáveis anos-luz de extensão. Fora de tudo isso, existe e sempre existiu um Deus pessoal, infinito, eterno e santo. Ele é a realidade absoluta. Ele é o mais real. A coisa mais definitiva que Ele já disse foi: “Eu sou o que sou” (Êxodo 3:14). Ele simplesmente está lá. Ele está lá, como disse Francis Schaeffer. Ele é o Deus que está lá – acima, antes, fora de toda a realidade.

Pense nisso. A realidade eterna poderia ter sido um gás. Nada poderia ter existido antes da realidade original para torná-la o que era. Ela simplesmente era. Só que descobrimos que não se trata de uma “coisa”. A realidade definitiva é uma Pessoa. Isso é simplesmente impressionante.

Eu Sou o Que Sou”, diz ele em Êxodo 3.14. Em outras palavras, não o criamos; nós não o definimos; não aconselhamos, ajudamos, enriquecemos ou iniciamos nada com ele. Ele se revela. Como Hebreus 1.1-2 diz: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.”. Parece-me que devemos ficar quietos hoje e deixar isso tomar conta de nossos corações.

Quando Deus enviou Deus

Desde toda a eternidade, o Criador infinito, eterno, pessoal e santo existe como Pai, Filho e Espírito Santo. O que isso poderia significar? Isso significa que Deus sempre teve um Filho. Esse é o tipo de mistério que torna o Natal de tirar o fôlego. Deus tem um Filho. Ele teve um Filho para sempre. O Filho nunca veio a existir. Ele não foi criado. Nunca houve um tempo na eternidade infinita passada em que ele não existisse.

Este é o tipo de mistério que torna o Natal de tirar o fôlego. Deus tem um Filho. Ele teve um Filho para sempre.

O apóstolo João nos ajuda quando ficamos boquiabertos de espanto. Ele diz em João 1.1: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”. A Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. Então Deus estava com Deus. E o Deus que estava com Deus – a Palavra – era o Filho de Deus.

E então continua e vemos em João 1.14 que diz:  “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.”. Marcamos este momento em que Deus enviou Deus ao mundo com uma celebração chamada Natal.

Temos um dia por ano para ficar quietos e saber que, desde toda a eternidade, Deus teve uma imagem perfeita de si mesmo – um brilho perfeito de sua glória, uma essência perfeita de sua natureza. Este Deus que estava com Deus era a Palavra e era o Filho. E como Paulo diz em Gálatas 4.4, quando o tempo estava completo e perfeito para cumprir todos os propósitos eternos de Deus para a humanidade, Deus enviou Deus, o Verbo, Deus, o Filho, a esta pequena partícula de habitação humana chamada Terra, e aos fundamentos do Natal foi lançado.

Por que Deus enviou Deus

Agora a questão é: por quê? A resposta que o próprio Deus dá — aquela pela qual tenho sido tão docemente cativado desde outubro — é Romanos 8.3: “Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho ” – isso é Natal. Romanos 8.3 é Natal.

Aqui está o resto do versículo: “em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado;” – e aí vem – “ e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,” (Romanos 8.3). Deus enviou Deus como o Deus-homem, o Deus-carne, para ser condenado em sua carne mortal, e quem condenou Deus foi Deus. Deus condenou o pecado na morte do Deus-homem, Jesus Cristo. E Jesus não tinha nenhum pecado. Jesus era a única pessoa no mundo que não merecia ser condenado; ao contrário de nós todos, que merecíamos toda a condenação.

Eu, John Piper, tenho acumulado já quase 80 anos de pecados – milhares e milhares de pecados, qualquer um dos quais é suficientemente ofensivo contra um Deus santo para me mergulhar na ruína eterna. Não tenho chance de ser absolvido sozinho diante de um Deus de justiça. Estou sob condenação, e com razão. A justa lei de Deus que quebrei paira sobre minha cabeça como uma maldição.

Que esperança há então para mim? Em muito pouco tempo, John Piper, agora com seus 70 e poucos anos, estará diante de Deus para prestar contas de sua vida. Então, que esperança eu tenho? Minha esperança é esta: “Fique quieto e conheça o significado do Natal”.

Deus fez o que a lei, que pairava sobre mim como uma maldição, não poderia fazer. A lei não pode pagar pela minha violação da lei. Assim, desde toda a eternidade, Deus planejou enviar Deus, o Filho, o Deus-homem, para que em sua carne mortal – sem nenhum pecado próprio – ele pudesse suportar a condenação que eu mereço. Novamente Romanos 8.3: “[…]Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado.”. Ou parafraseando Paulo em Gálatas 3.13: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar”. Por John Piper, por você, por todos nós.

Como eu sinto o Natal?

Qual é a sensação do Natal para mim? É como se eu estivesse na forca com a corda no pescoço e o filho do rei desse um passo à frente, tirasse a corda do meu pescoço, colocasse a dele, olhasse nos meus olhos e – pouco antes de cair para a morte em meu lugar – dissesse: “Eu amo você. Eu amo você. Vá mostrar como eu sou agora para o mundo”.

O que eu sinto quanto ao Natal? Sinto-me como um homem se afogando no Atlântico gelado após o naufrágio do Titanic, desesperado para ser levado para um barco salva-vidas, mas sendo recusado. Por quê? Não há espaço no bote salva-vidas. Está cheio. E um homem – o homem mais rico, mais saudável e mais influente daquele navio – me puxa enquanto salta ao mar para abrir espaço para mim. Ele está na água gelada, prestes a morrer, olha para cima para mim enquanto eu flutuo em segurança e diz: “Eu te amo”.

Como é o Natal para mim? Parece que estou em um tribunal onde minha vida está em jogo. O promotor é a lei incontestável de Deus, e o advogado de defesa não existe. Não há defesa. É manifesto a todos no tribunal que todas as provas estão contra mim, e o juiz, o filho do rei do reino, bate o martelo: “Culpado”. Estou condenado à execução e à ruína eterna. E quando eles saem do tribunal comigo amarrado, o filho-juiz me segue, me puxa de lado e diz: “Vou receber sua condenação. Vá agora e mostre a maravilha deste momento ao mundo. Eu te amo.”

Então, estes são os meus pensamentos durante esses meses que antecederam este momento na véspera de Natal. Meus pensamentos estiveram em Romanos 8.3: Deus fez o que a lei, enfraquecida pela carne, não pôde fazer. Ao enviar seu próprio Filho [que é o Natal] à semelhança da carne pecaminosa e pelo pecado, ele condenou [meu] pecado na carne.

O que o Natal representa é infinitamente precioso. E é. Eu gostaria simplesmente de pedir a todos os nossos ouvintes: Venham a Jesus Cristo neste Natal. Se você abraçar Jesus Cristo, o Filho de Deus, como seu precioso Salvador, tudo o que Deus é para você em Cristo será seu nele. Você não terá nenhuma condenação. E eu te garanto, este será um Natal muito, mas muito feliz.

 


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Fonte: https://voltemosaoevangelho.com/blog/2023/12/por-que-o-natal-e-importante-para-nos/

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